Ó silêncio que arranca do fundo do meu peito um
sopro puro! Oh! Como este bendito silêncio escuta!
Frederico
Nietzsche (1)
Do
mesmo modo abri, no labirinto do fogo, a boca
imaginando consumir assim o desconhecido
mar do silêncio.
Jorge Velhote (2)
Em À
TONA DO VAZIO & REPRISE, Miguel Serras Pereira celebra
o espírito criador de cinquenta anos de produção poética – de 1969 a 2019 – e
liberta no futuro um projecto que se inscreve na reflexão sobre o poder da
linguagem em nomear o mundo e a sua fragilidade e resistência no desvelamento
da palavra, o que vai ao encontro do aludido por Heidegger: “O dizer
projectante é aquele que, na preparação do dizível, faz ao mesmo tempo advir,
enquanto tal, o indizível do mundo”(3).
Tal como o viandante Zaratustra, o poeta percorre o mundo da sua montanha para
o esconso da sua caverna, onde ecoam todos os sons, para aí escutar o
“desconhecido mar do silêncio”, aludido nos versos de Jorge Velhote, para
trazer do fundo, onde se funda a poesia, o que está oculto ou dito assim por
Miguel Serras Pereira: “Escuto a tua voz escuto a distância/ o silêncio de um
sino submerso/ ressoando à transparência do silêncio.”.
Referindo-se
ao resgate da palavra pura, escreve Rilk na Nona
Elegia de As Elegias de Duíno: "[…]
Pois o viandante não traz da encosta da montanha / uma mão cheia de terra para
o vale, da terra a todos indizível, /mas sim uma palavra conquistada, pura, a
genciana azul /e amarela. Estamos nós talvez aqui, para dizer: casa, / ponte,
fonte, porta, jarro, árvore de fruta, janela, – / quando muito: coluna, torre…?
Mas para dizer, entende-o, / oh! Para dizer de tal maneira como mesmo as coisas
jamais / pensaram ser tão íntimas. […]”(4) . No
poema de juventude titulado Com os mesmos
traços, Miguel Serras Pereira deixa antever o cinzel com que iria esculpir
a casa que agora nos chega: a sua “genciana”, que transporta na mão direita, é
uma “flor vermelha e azul”, as cores da
carne rasgada, do rio subterrâneo que irriga o poema, e que se lança em voo
pela infinitude das águas, aqui referência à tarefa inesgotável do fazer poético,
para a qual concorre, ainda, o verso “é vão todo o rumor de todo o tempo
amada”, que é, também, um apontador da reflexão sobre a memória. O olhar, o
olhar inicial, da descoberta, da eterna infância, é o “fruto”, o agente da deflagração, “talvez aberto ao meio” porquanto é o
olhar que apreende a realidade para a obscurecer e compele a mão silenciosa a
desenhar o enigma: a palavra poética. O olhar “talvez aberto ao meio”,
“talvez”, porque a contaminação entre realidade e invenção torna indistinto
onde começa uma e termina a outra, obtendo-se um corpo artístico uno. Atente-se
no poema integral Com os mesmos traços:
Se
viesses agora amada encontrarias
não
mais que duas mãos cheias de silêncio
e
não mais do que o largo silêncio destes dias
no
antigo rumor de os saber pelo vento
Crianças
que me não conheciam conheceram-te
entretanto
adivinhando em mim quando as cruzei
com
uma flor vermelha e azul na mão direita
e
o seu fruto o meu olhar talvez aberto ao meio
Por
isso se viesses agora todas as palavras
seriam
só como para quem não espera
é
vão todo o rumor de todo o tempo amada
E
o meu olhar seria no teu somente a cor da areia
a
que de uma flor vermelha e azul dei os mesmos traços
que
no meu pulso um dia soube serem veias (p.94)
Com efeito, o olhar atravessa toda a obra, o mesmo é dizer, todo o tempo – o dos
cinquenta anos de produção poética e o da memória –, procurando sempre emblemas
que lhe enformem a intenção. As
simbologias da corça – Corça que faz o título do livro de 1982 –, do caçador, do espelho e das
águas são alguns desses emblemas que
habitam no centro simbólico donde tudo irradia e para onde tudo reverte. Cabe
ao dizer poético o desafiante caminho labiríntico que sonda o Eu profundo e libertar a palavra que o
nomeie: o arco do tempo lança a sua “flecha de água” que transforma a “corça”
de grandes olhos trémulos” em “rapariga”, “a surpresa da corça de si própria”,
a “carne atravessada” do sujeito nos olhos da procura “à tona” do espelho da
lagoa, tentando perscrutar a profundidade onde mora a palavra nova e registar o
indefinível: “ardia no espelho escuro o brilho de uma lâmpada”, diz-nos o texto
que sabe que a palavra é um espelho ilusório, enganador, porquanto a palavra
resgatada é esquiva e efémera como a luz. Por outro lado, a procura simbolizada
pela imagem invertida do espelho permite que o Eu se veja como objecto que é possível estudar e interrogar,
procedendo a um inventário. Olhar-se e
compreender-se implica confrontar a esfinge, o fantasmático que se esconde
dentro do sujeito: a fadiga, a angústia, a mágoa, a solidão, o desenraizamento,
outrossim o desejo e a alegria assomam com peso místico a estimular a criação.
No poema Talvez no vento, o olhar
fica “obscuro à espera de um sentido / que não seja nem tacto nem ouvido”, e o
leitor escuta a respiração dessoutro poema invisível que faz tremer o sujeito
poético, pressente uma teia de murmúrios enigmáticos e longínquos aos quais não
estará alheio o diálogo que Miguel Serras Pereira tem encetado, ao longa da
vida, com os autores que leu e traduziu – como Rimbaud,
Cervantes, García Marquez, Vargas Llosa, Proust, Kundera, Derrida, entre outros
–, onde foi “o escritor
invisível”, “essa espécie de transfusão de sangue perdido, que é sempre o
trabalho de tradutor”, no dizer de Maria Helena da Rocha Pereira, citada por
Jorge Almeida e Pinho (5).
Portador de um olhar capaz de penetrar na interioridade das coisas, o Eu empreende um processo de cisão que se replica pela própria interioridade: na ânsia de se buscar, o Eu poético sai de si, multiplica-se para se encontrar, evade-se de si para melhor se olhar, para observar o próprio fogo e as transformações da chama, para interpelar a existência caudalosa do seu ser “todo feito de água se tocado” e o tempo que a produziu, transcendendo-se a si próprio, dito assim no poema A bem amada:
Ficamos a bem amada e eu à tua espera
uma corça espantada pela morte da lagoa
onde bebia no espelho aberto pela própria
silhueta
o brilho entre o voo e a queda na água de
uma folha
Mas a tua casa era o vento a que vergavas
Tu não procuravas a morte nem a vida
e eu olhava-te e via e nunca mais voltava
a ver em ti o rosto que um dia ainda não me
vira
Estar contigo não era perder-te nem
achar-te
e eu ficava a lembrar que te esquecia ou só
a amar-te
no ponto de fuga da carne à memória do teu
rosto
Por isso trago dois corpos no meu corpo
ambos sem ti
e o tempo em vão procura o fogo cujo
estranho brilho
é a sombra do teu exílio em toda a parte (p.108)
“Dirigir-se
às coisas ou dirigir as coisa a si – é a mesma coisa” (6)
, escreveu Novalis, e é esta assunção que encontramos na poesia de Miguel
Serras Pereira. As coisas repertoriadas
e os contextos criados estão ao serviço da construção do Eu num processo que acarreta a dimensão temporal
e a interposição dos mecanismos da memória o que, por sua vez, implica a
ficcionalidade. Inventiva, pródiga em recursos, a tessitura
poética com que o sujeito se enlaça nas coisas é feita de uma teia de fios
sedosos, robustos e labirínticos que alcança todos os poemas. A luz aponta e
assume o efémero, em fios no enredo do jogo supremo entre sombras e luz, que é
o jogo do olhar, desenha num segredo circular, num movimento circular infinito
do nascente para o ocaso, do nascimento para a morte, da infância mais
recôndita à morte prefigurada. Do latim lux, conceito que exprime a capacidade de
ver claro, a luz, com as suas graduações
e tonalidades, é a metáfora da realização poética. Na peugada deste intricado
criativo, surgem poemas como o Luz de cobre e o As
manchas de ouro, reproduzindo-se aqui este último:
Quem dirá o sabor dessa palavra
que a tua boca transtorna e se desfaz
no mais denso nó de sangue do meu sangue?
Agora as manchas de ouro precipitam-se
Dentro de ti a casa e a neve
o voo interno
destas águas que já não voltam a partir (p.117)
Mas como se
tece a distância? como se pode presentificar o tempo? como “deitar-lhe contas
que não mintam?”. O tempo flui, e o ser humano sabe que fica preso no tempo que
sente, enquanto, todavia, sente o tempo fluir. E sabe-o o poeta que também sabe
que o tempo, na sua corrente, faz o ser
acontecer, declarando-o assim, anotando a evidência
de que uma parte de si parece cristalizada e imóvel enquanto que a outra segue
no mistério da liberdade:
Partias a casca de noz de uma palavra
e metade embarcava-me para sempre
metade era uma casa na outra margem (XX, p.131)
Cesário Verde, o eterno poeta do olhar e da deambulação,
fecha os olhos cansados de realidade para olhar para dentro de si e descreve
“telas da memória retocadas”; com o olhar a instaurar a distância que torna
possível o acesso ao invisível, apresenta-nos, no poema Nós, o seu método: “A Impressão doutros tempos, sempre viva, / Dá
estremeções no meu passado morto, / E inda viajo, muita vez, absorto, / Pelas
várzeas da minha retentiva. // Então recordo a paz familiar, /Todo um painel
pacífico de enganos! /E a distância fatal duns poucos anos / É uma lente
convexa de aumentar (7). Em À TONA DO VAZIO & REPRISE a memória é o “coito estelar que nos ronda e
assombra”, lê-se no poema A figura da
amada, poema que, e não é ao acaso, se repete três vezes em lugares
diferentes, sem todavia se repetir: mesmo a palavra desvelada precisa de ser
depurada, renovada e são-nos dados três andamentos desse processo infinito.
Zaratustra
voltou a ser menino, despertou. Em Miguel Serras Pereira, a infância é a febre,
o “tempo das vindimas” e nele um “pássaro que gesta no sangue”, “uma romã na noite em branco”, “o arrepio da primeira madrugada”. No poema
Promessa lê-se que “o brilho das
estrelas” revela e “deita raiz até ao berço”, numa referência ao carácter arborescente da
memória ou ainda dito assim:
Um longo ramo vai crescer dentro do sono
subindo a minha infância ao teu encontro (XXIII, p.131)
A “distância
é fatal” no sentido em que em todo o projecto de constituição do Eu que se ancore no tempo da memória é
utópico por ser, logo à partida, um projecto eternamente inacabado, que
encontra “em cada rio sempre outra encruzilhada” e cujo Périplo é “tornar ao
princípio / a buscar que buscar”; doutra parte, o sujeito que se mira no
espelho como sendo outro que não reconhece, jamais concluirá a sua busca. Lê-se
no poema Pranto no malogro do atentado a
Rimbaud:
[...]
Gostava de matar-te mas tu eras a gaivota
que voa muito alto para o coração do meu
fogo
e só não sei ainda se partiste ou se
ficaste tanto
que talvez eu me engane apenas no meu nome (p.101)
Amiúde,
surgem notações da geografia sentimental do poeta inscritas ou nos poemas ou
enquanto referências ao local da escrita, como Abrantes, lugar de infância do
autor, Valada do Ribatejo, Arles, Vila Nova de Foz Côa, Bruxelas, Foz do
Arelho, registos que parecem ser assumidos como detritos do real, porquanto
esta é uma poesia que pretende acentuar a sua liberdade criativa e desafia a
resistência da matéria poética, todavia consciente da importância de assinalar
a marca de habitação no mundo, que pode surgir subtil e inusitadamente nos
textos, como é disso exemplo o relógio
da vida expresso no poema Num bar de praia fora da estação, com a
indicação de escrita “Foz do Arelho, anos 90”:
[...] pescar um pouco em águas turvas
e
ensaiar uma breve digressão
sobre o
voo das aves da lagoa
ou do
eco outrora no seu grito
do
estertor surdo na memória
talvez
de deus nas vascas da agonia
Entretanto
tu vias já as horas no relógio
porque
ouviras de súbito na estrada
ranger
os pneus de um automóvel [...] (p.p.40-41)
O vaivém do passado é, pois, um movimento
abissal em que o Eu se modela. “No
resfolgo entre uma / arcada e outra arcada / o violoncelo em sua gruta / um eco
arcano guarda: / som ínfimo começa, / inicial de palavra: / sopro só, que
procura / ser o rosto da alva.”, escreveu o poeta José Bento (8).
É necessário que o poeta encontre o método do retorno para que cada viagem
irrompa num novo canto; encontramo-lo plasmado no poema que tem precisamente o
título De regresso:
Vai ser luz e é a força cega
que toda a luz ignora
Sombra de água inquieta
cujo silêncio mais antigo do que a terra
repete a solidão de outra nascente
Começa devagar
pedra a pedra no sono incandescente
das palavras no escuro
Barca do mar no espaço aberto
pelo tempo no côncavo do tempo
Sem margens e sem nuvens
de regresso
ao jorro que me entrega ou te demora
Chegar nunca tem fim
e a cada instante de novo tudo espera
que o tempo seja agora (p.118)
Se são fundos os caminhos da
busca, são espiraladas as nervuras da palavra silenciosa que pretende
revivificar o Eu
como um todo. Criar é, pois, tirar, é tirar do fundo o
oculto, é trazer à luz o que está fechado, é tirar a água da fonte. Assim, a
poesia funda-se no fundo que a sustém, como o formulado por Heidegger. O
projecto poemático provém do nada, na medida
em que refuta o havia: o “instante
navegante ou desigual / que pelo sem fundo último de tudo/ vem do nada que em
tudo se intercala”, lê-se no poema Viesse a brisa. Tal como Orfeu que
resgatou dos infernos a sua amada, Miguel Serras Pereira desce ao fundo de si,
à interioridade de si mesmo, ao fundo sem fundo das águas da lagoa para
resgatar a palavra iluminada. O som da lira de Orfeu dominava feras, pelo
encanto que gerava; o simbolismo das cordas mágicas traduz o acto poético e a
sua tensão; a “flauta de silêncio” desta obra de Miguel Serras Pereira
envolve-nos num cântico “para sempre chorando entre giestas / o amor perdido e
achado ao mesmo tempo / que em cada pássaro morto se repete”. Por esta missão
se solta a voz, “a voz do caçador”, para nomear o “nome sem piedade”:
[...]
É aqui bem amada que ao fim da
tarde venho
murmurar a esperança como se
inventasse
um coração uma flor uma rua ou um
barco
murmurar a esperança e dizer o
teu nome
à tona do trigo impetuoso e
amargo
[...] (p.103)
A palavra ilumina-se, mas não sai da
obscuridade, desvenda-se e, todavia, encobre-se alimentando e alimentando-se do
jogo do enigma, o que ressuma o “enigma do poço” formulado por Bataille: “o
enigma do poço que responde de tão estranha e perfeita forma ao enigma
fundamental pode (...) apesar de ser o mais obscuro em si mesmo, ser ao mesmo
tempo o mais carregado de sentido. Não resultará o seu peso do mistério inicial
que é, aos seus próprios olhos, a chegada do homem ao mundo, a sua primeira
aparição? Não ligará ao mesmo tempo este mistério ao erotismo e à morte?” (9). Os dois
polos, pulsão vital e pulsão de morte, Eros e Tanatos, dão origem à tensão permanente,
são o impulso da criação. Em vários poemas, o erotismo irrompe sedento e
ondeante, envolvente e provocante, a nimbar a criação, a imprimir-lhe o grito
de libertação, num ritmo que traduz a perseguição do mistério e a tentativa de
o deslindar. Aduza-se o exemplo do poema
De Véspera, do livro inédito, que nos mostra como se pode realizar voluptuosa e sensualmente a pulsão tensional entre vida e morte, o verso e o reverso do
mesmo enigma:
[...]
Acorda
com a minha língua a tua fonte
com a
tua fonte a minha febre
Ensina-me
onde ficam
os
charcos das violetas que transtornam
a senda
dos teus passos
os
telhados de chuva da infância
e os
ninhos das perdizes
os
campos de morangos bravos e os sítios
onde as
lobas têm o seu fojo
Mostra-me
os troncos ocos
onde
guardas o teu arco
as
pedras brancas que semeias
nas
bermas do crepúsculo a caminho
e a
cicatriz secreta
que
assombra agora a tua pele
porque
nevava muito
e sobre
a neve tu ias de rastos
no rasto
da primeira corça que mataste
Faz à
foz toda a minha vida gota a gota
e
rema-me e desmede
no chão
de musgo do meu ventre
o teu
perfil de jovem caçadora
Devassa
as minhas coxas e devora
antecipando
o vinho do banquete
a minha
boca incerta
Irrompe
do veludo e dos relâmpagos
da tua
dança em fogo
na cova
do meu sono
E
esquece-te e esquece-me do que sei
[...]
(p.p. 53-54)
O olhar da memória solta personagens, lugares,
sentimentos, como numa moldura,
invisíveis ao leitor por acção do processo artístico, mas que são
verdade, a verdade da crença que será sempre renovada, a fé no sangue redentor,
a fé na “Profissão de fé” que é a do criador. Do poema De porto em praça:
Já se a
sintaxe tanto se espedaça
tu ontem
saberás foi tarde sempre
andante
ainda embora este intermitente
cavaleiro
ido teu de porto em praça
até onde
a verdade que perpassa
se voa
foge e se não voa mente
de maneiras
é certo diferentes
de uma
verdade para outra e do acaso
que nos
põe rio ou vento fora frente
ao que
nasceu passado e que o passado
veste de
lavado hoje deste lado
de quem
se faz ao mar de a todo o tempo
saber
que nada quer quem quer morrer
pois
incerto quer sempre e só quem quer (p.26)
Poderá
o tempo ser uma casa? Poderá o poema ser “outro lugar”? “Mas
poderá o tempo ser lugar / que não nos falte ou exceda onde nos une?”,
pergunta-se no poema Outro Lugar. O
tempo é um espaço interior e a palavra é o seu abrigo. A argumentação
explana-se ao longo de toda a obra, poema a poema, verso a verso e
encontramo-la sintetizada no poema Este
poema chama-se uma casa. Na presente antologia, Miguel Serras Pereira
estende-nos a sua “mesa imensa” de tampo obscuro onde cintilam enigmas e onde nos aguarda “um pão quente” amassado
com o mais puro barro humano.
Notas:
(1) Frederico NIETZSCHE, Assim Falava Zaratustra, Tradução
revista de Alfredo Margarido, Guimarães Editores, Lisboa, 2000, p. 219
(2) Jorge VELHOTE, Os Sinais Próximos Da Certeza, Imprensa
Portuguesa, Porto, 1983, p. 29
(3) Martin HEIDEGGER, A
Origem da Obra de Arte, tradução de
Maria da Conceição Costa, edições70, LDA,
Lisboa, 2010, p.59
(4) Rainer Maria RILKE, Poemas, As Elegias De Duíno, Sonetos a Orfeu,
Prefácios Selecção e Tradução de Paulo Quintela, Edições Asa, 2001, p. 191
(5) A expressão “ o escritor
Invisível” faz o título do livro de Jorge ALMEIDA e PINHO, O Escritor Invisível – A tradução tal como é vista pelos tradutores
portugueses, Edições QuidNovi,
Lisboa, 2006. A citação de Maria Helena da Rocha Pereira está na página 69.
(6) Fragmentos de NOVALIS, selecção, tradução e desenhos de Rui Chafes,
Assírio&Alim, Lisboa, 2000, p.53
(7) Poesias de CESÁRIO VERDE,
Editorial Comunicação, Lisboa, 1982, p.128 (citam-se as estrofes 62 e 63 do
poema Nós datado de Setembro de 1884)
(8) José BENTO, Sítios, Assírio&Alvim, Lisboa, 2011,
p.39
(9)Georges
BATAILLE, As Lágrimas de Eros,
Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes, Sistema Solar, Lisboa, 2012, p.5
À TONA
DO VAZIO & REPRISE – CINQUENTA ANOS DE POESIA de MIGUEL SERRAS PEREIRA
(1969-2009), Edição Barricada de Livros, Lisboa, 2020
© Teresa Sá Couto